A retirada do baço é indicada em situações específicas, como doenças hematológicas, cistos e tumores esplênicos, traumas abdominais e alguns casos de baço aumentado (esplenomegalia). A decisão nunca parte só do tamanho do órgão visto em exame.
Quando o baço aumentado exige cirurgia
Nem todo baço aumentado precisa ser retirado. A indicação cirúrgica depende da causa da esplenomegalia, dos sintomas associados, como dor e sensação de peso no lado esquerdo do abdômen, e do risco de complicações identificado na avaliação clínica.
Infecções, doenças do fígado, alterações hematológicas e alguns tumores estão entre as causas de baço aumentado. Identificar a causa de base é o primeiro passo, e é ela que costuma definir o tratamento, não apenas o tamanho medido em exame de imagem.
Doenças hematológicas com indicação de esplenectomia
Condições como púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), esferocitose hereditária e algumas anemias hemolíticas podem ter indicação de esplenectomia quando o tratamento clínico não controla o quadro. Nesses casos, a decisão é conduzida em conjunto com o hematologista responsável pelo acompanhamento.
Esplenectomia por videolaparoscopia e cirurgia robótica
A retirada do baço pode ser realizada por videolaparoscopia ou com auxílio da cirurgia robótica, em casos selecionados. A escolha da via considera o tamanho do baço, a causa da indicação e a condição clínica geral do paciente.
Em baços muito aumentados, a avaliação prévia por imagem ajuda a planejar a melhor estratégia cirúrgica, incluindo a posição dos instrumentos e o tempo estimado do procedimento.
Vacinação e cuidados após a retirada do baço
Depois da esplenectomia, a vacinação contra determinadas bactérias passa a ser recomendada, já que o baço tem papel na defesa contra certas infecções. O calendário vacinal é orientado pela equipe médica, idealmente antes da cirurgia, sempre que a urgência do caso permitir.
Quando a indicação envolve uma doença hematológica, o acompanhamento segue em conjunto com o hematologista mesmo depois da cirurgia, já que a esplenectomia trata a repercussão da doença no sangue, mas não substitui o seguimento da condição de base.